Entidade manifesta preocupação com o texto atual e defende negociação, prazo adequado para adaptação e respeito às diferenças entre os setores.
A Associação Empresarial de Xanxerê, ACIX, acompanha a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina, FACISC, e manifesta posição contrária ao texto atual da Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal de trabalho.
Em posicionamento divulgado no dia 28 de agosto de 2026, a FACISC alertou para os possíveis impactos da proposta sobre as relações de trabalho, a organização das empresas e o funcionamento dos setores produtivos.
A ACIX reconhece a importância do debate sobre qualidade de vida, produtividade e bem-estar dos trabalhadores. No entanto, uma mudança dessa dimensão precisa considerar as diferentes realidades econômicas, regionais, setoriais e operacionais do país.
Mudanças previstas
O texto em tramitação prevê a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além de dois dias de descanso remunerado por semana.
Dois meses após a promulgação da emenda, a jornada passaria para 42 horas semanais. Após 12 meses, seria reduzida para 40 horas.
Para a FACISC e a ACIX, o prazo inicial de dois meses é insuficiente para que as empresas façam as mudanças necessárias com segurança.
A adaptação pode exigir revisão de escalas, alteração de contratos, reorganização de equipes, avaliação de custos e contratação de novos trabalhadores.
Impactos diferentes para cada setor
Os efeitos podem ser maiores para micro, pequenas e médias empresas, que possuem menos condições de absorver aumentos repentinos de custos ou realizar mudanças operacionais em pouco tempo.
Comércio, serviços, indústria, saúde, transporte, turismo, alimentação, hotelaria e outras atividades que dependem de turnos, plantões, atendimento presencial ou funcionamento aos finais de semana também podem ser diretamente afetadas.
Em muitos casos, a mudança não poderá ser resolvida apenas com uma nova organização interna. Poderá ser necessário ampliar equipes, aumentar custos e alterar a forma de atendimento ou funcionamento das empresas.
Defesa da negociação e da segurança jurídica
A ACIX acompanha a defesa da FACISC por um debate mais aprofundado, com espaço para negociação coletiva, prazos adequados de adaptação e regras que considerem as necessidades de cada setor.
A entidade entende que mudanças nas relações de trabalho precisam oferecer segurança para trabalhadores e empresas. Também devem evitar riscos à continuidade dos negócios, à competitividade e à manutenção dos empregos.
A ACIX seguirá acompanhando a tramitação da proposta e mantendo seus associados informados sobre possíveis mudanças.